terça-feira, 7 de maio de 2013

Joana Ribeiro


A Cola
Objeto muito dado,
Com objetivo de ficar.
Consegue ser muito chato,
Não se deixa descolar.
Trancada num simples estojo,
Com vontade de partir.
Da sua vida controlada,
Queria fugir.
Com grande cobardia,
Cola tudo o que quer.
Sensível e forte,
Tal como uma mulher.
Com virtudes e defeitos,
Também pode ajudar.
Cola o que partiu,
Amores vai juntar.
Não dá muito que falar,
Nem tem muito que dizer…
Mas quando se trata de tréguas,
É a primeira a aparecer.
Sempre com o mesmo trabalho,
Vive na monotonia.
Desesperada…
Queixa-se da melancolia.
Objeto aborrecido,
Com muita gente a o querer,
Pois com qualidade barata,
É toda a gente a aparecer.
Personalidade difícil,
Com rara tendência.
Sem qualquer paciência,
Perde toda a eficiência.
Falta faz sentir,
Quando algo se estraga.
Deixa bem a saudade,
Quando algo se esmaga.
Com muito mau perder,
Agarra tudo para ganhar.
É grande o seu poder,
No momento de tudo salvaguardar.
Sem pensamento próprio,
Guarda em si a vontade de falar.
Não sabe o que faz,
Não tem ninguém que a faça recuar.
Agarrando o que não é dela,
Em loucura total …
Perto do fim…
Tem destino fatal!

Parceria Com a Prof. Palmira Ferreira