domingo, 27 de fevereiro de 2011

Beatriz Costa

Hoje acordei, com o Sol a bater na minha cara. Os passarinhos, nos ramos das árvores que já estavam todas coloridas de folhas novas e flores, cantavam sem parar.
Levantei-me, aproximei-me da janela do meu quarto e reparei que estava um lindo céu azul e um Sol brilhante. Os montes, muito verdes, mostravam as lindas amendoeiras em flor. Vi uma andorinha, depois outra e mais outra... vinham em grupo para o nosso país.
Estava tão contente e feliz que pensei: 
                                                              Chegou a Primavera
                                                             Trouxe luz e cor
                                                             Que coisa tão bela
                                                             Trouxe-me uma flor!                     

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Beatriz Moreira

As fadas celebram o Natal
Era uma vez uma fada de Natal chamada Jade. Ela e as outras fadas estavam a decorar o reino onde viviam com enfeites de natalícios. Colocaram pinheiros por toda a parte, com muitas bolas, e, em cada uma delas, uma prenda para cada fada. Andavam todas muito apressadas, pois só faltavam dois dias para a véspera de Natal.
Numa noite uma fada muito má, a fada Gabriela, estragou tudo e levou os presentes das fadas. Na manhã seguinte, véspera de Natal, as outras fadas viram aquela desgraça e Jade ficou muito triste mas não baixou os braços. Pôs-se logo a tentar salvar o que podia. Depois, com a ajuda das outras fadas, ficou tudo como novo e, nessa noite, cada uma abriu o seu presente, mas o da Jade era o mais encantador. Era uma varinha mágica que tinha pertencido a uma fada muito antiga. A varinha brilhava de forma especial, como o Sol brilha todo o Verão.
Para espanto de todas, a fada Gabriela foi pedir desculpa à Jade, e perguntou-lhe se podia festejar com elas. Gabriela, como tinha muito bom coração, disse-lhe prontamente:
- Eu deixo, mas tu tens que garantir que as crianças da Terra tenham o melhor Natal de sempre. É que, não sei se sabes, mas há muitas crianças que não tiveram presentes!
- Claro que sim! - Respondeu a fada Gabriela.
Dito isto, Gabriela viajou imediatamente para a Terra com o objectivo de cumprir  a sua missão e, quando lá chegou, ficou muito impressionada e triste ao ver que afinal havia tantas crianças pobres, muitas delas sem casa, sem pais, sem família, sem nada. Com a sua varinha e a sua magia conseguiu concretizar os sonhos de todas elas. Com um “plim” mágico, daqueles que só as varinhas das fadas podem fazer, todas tiveram uma casa, família e até os seus presentes de Natal.
Quando voltou ao reino a fada Jade disse:
- Agora sim, já podemos festejar!
- Obrigada – disse Gabriela - este vai ser o Natal mais feliz da minha vida! 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Maria Lima

    Se eu fosse um animal seria um pássaro para poder observar as paisagens do nosso planeta. Seria fantástico, pois poderia ver os campos verdejantes, as folhas a caírem das árvores, as crianças a brincar, as pessoas do tamanho de formigas, et cetera. Além disso, poderia viajar pelo mundo inteiro, conhecer novas cidades e pessoas de culturas diferentes.
    Se eu fosse um pássaro queria ser livre e não viver preso numa gaiola. Queria voar, voar… Voar para onde quisesse e quando quisesse.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Lungu Ioan

Era uma vez uma família que não festejava Natal. Na cidade onde vivia, o Natal era uma festa muito importante e essa família perguntava-se muitas vezes por que motivo andava a cidade nesses dias tão agitada a comprar pinheiros enfeites e prendas.
O filho mais novo, o Miguelito, quando ia para a escola, só ouvia falar no Natal e ficava triste porque era o único que não sabia o que era. Um dia, depois de muito pensar sobre o assunto, decidiu que haveria de descobrir que festa era afinal aquela de que todos tanto gostavam e falavam. Seria fácil. Pediria à sua melhor amiga, a Marianinha, se o deixaria passar o noite de Natal em sua casa.
A Marianinha, que, além de simpática, era muito sua amiga, disse-lhe sem hesitar:
- Claro que sim. A que horas queres que o meu pai te vá buscar?
O Miguelito nem cabia em si de tanta satisfação. Finalmente iria experimentar o tal calor de que tinha ouvido falar tantas vezes.
Chegado o dia, lá foi. Chegado a casa da amiga ficou fascinado com o que viu: um pinheiro com bolas cintilantes, luzes que piscavam e fitas brilhantes. Na mesa da sala de jantar, decorada com velas acesas e guardanapos coloridos, havia muitos doces e um enorme bolo-rei coberto com frutos secos e açúcar branco. Estava tudo muito bonito.
Depois de jantar, os dois amigos brincaram com vários jogos, viram alguns filmes de desenhos animados e até leram em voz alta, para a família de Marianinha, um conto de Natal. Estava a ser uma noite fantástica. Que pena os seus pais não estarem ali.
Chegada a meia-noite o pai da Marianinha - que entretanto voltara para casa depois de, disse ele, ter tido necessidade de visitar um amigo – disse:
- Toca a apagar a luz e vamos todos para a outra sala porque, não tarda muito, chegará o Pai Natal colocar as prendas junto do pinheiro.
Apagadas as luzes ouviu-se então um ruído e, passados alguns instantes, o pai da Marianinha disse:
- Agora o primeiro a entrar na sala é o Miguelinho, pois é nosso convidado.
Miguelinho, um pouco receoso, porque as luzes ainda estavam apagadas, lá entrou e, quando estas se acenderam, teve a maior surpresa da sua vida. Junto ao pinheiro estavam os seus pais. Foi o dia mais feliz da sua vida e, desde então, ficou a saber que o verdadeiro Natal é a amizade.
Texto vencedor do 3º prémio do concurso
literário "Um Conto de Natal" do AVERT

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Rita Pereira

Se eu fosse um animal seria um cão  e todas as manhãs apanharia o jornal que o carteiro deixasse. Mas, como eu não gosto do ladrar dos cães, seria um cão que falava e nunca ladraria. Mas, de repente, surgiria um problema muito, muito complicado, pois sempre que alguém se aproximasse de mim para me dar um osso ou uma bolacha, eu, em vez de fazer “au-au”, diria: - Obrigado! As pessoas, como nunca tinham visto um cão a falar, ainda por cima bem educado, desatariam a fugir e, o pior, é que não chegariam a dar-me nada. Por estas mesmas razões, não seria sempre tão feliz como havia pensado inicialmente!!!
Rita Pereira

Joana Ribeiro

Se eu fosse um objecto seria um CD, pois ajudaria muita gente a gravar trabalhos, músicas, etc. Se estivesse numa loja, gostaria que me comprassem logo e quereria que os meus companheiros, ou melhor, os meus donos, andassem sempre comigo, para se servirem de mim sempre que precisassem de gravar alguma coisa.
Sei que na vida de CD nem tudo seria fácil. Por exemplo, se caísse ao chão e me partisse seria uma tragédia. Deitavam-me logo ao lixo!
A vida de um CD poderia ter situações fantásticas, mas poderia passar por situaçãoes muito drásticas!
Joana Ribeiro

Carolina Oliveira

Se eu fosse um animal seria um pássaro para poder voar e ser livre.
Já estou a imaginar os comentários:
-Que pássaro bonito e que penas tão coloridas!
Poderia também voar em grupo com as minhas amigas e amigos, anunciar o nascer do dia com o nosso canto alegre, ver o Mundo do alto, desfrutar o sol no cimo das árvores, cheirar o perfume das flores e rasgar o céu como uma flecha.
E que divertido seria pregar uma partidinha as pessoas que estivessem sentadas nos bancos do jardim.
-Ai o maroto, o que ele me fez.
Mas... um pássaro também tem as suas necessidades e gosta de se divertir.
Tenho a certeza que adoraria ser um pássaro!
Carolina Oliveira

Joana Aroso

Se eu fosse um animal seria um cão. Porquê? Motivos não faltam! Porque teria uma casa e andaria à vontade. Teria uma caminha toda confortável, receberia miminhos e poderia passear na rua e brincar com os outros animais. É claro que também roeria bonecos e algumas outras coisas. Mas, com toda a certeza, haveria uma coisa muito, muito, muito, má: não poderia comer quando quisesse, a menos que conseguisse andar como os humanos e abrir os armários da cozinha e o frigorífico. Se o conseguisse, aí sim, seria muito mais divertido.
Joana Aroso

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

André Pereira

Se eu fosse um objecto seria um livro porque, ao  folhearem-me,  saltaria de página em  página. Ao lerem-me todas as pessoas aprenderiam tantas coisas e fariam tantas viagens. Os livros cheiram bem e têm imagens bonitas. Se me deixassem cair ao chão poderia ficar com umas folhas quebradas mas não me magoaria muito, pois tenho capa dura para me proteger. Se não me ligassem, acabaria por ficar sozinho numa estante... Isso seria muito triste.
            Um livro é a coisa mais bonita que Deus criou!
            Adorava ser um livro!!!!

André Pereira

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Mariana Almeida

Se eu fosse um objecto seria uma caixinha de música. Guardaria bonitas jóias, como colares de diamantes ou pulseiras de ouro. Moraria no quarto enorme de um palacete, com três camas, tapetes macios e lençóis de seda. Quando me abrissem, ouviriam uma melodia maravilhosa que acompanhava uma elegante bailarina a dançar ballet, e eu sentir-me-ia orgulhosa ao ver as crianças da casa a divertirem-se tanto comigo. Seria maravilhoso ver o que uma simples caixinha de música como eu conseguia fazer.
Anos mais tarde, já um pouco desafinada pelo uso e gasta pelas mãos incansáveis das crianças, sentiria que, mais importante que a minha beleza exterior, era a alegria e as emoções que eu lhes reservaria no interior.
Mariana Almeida

Maria Beatriz Moreira

Se eu fosse um animal seria um golfinho, para nadar pelos oceanos, conhecer peixes e peixinhos e poder fugir dos tubarões.  Se vivesse num oceanário faria as crianças sorrir e, nos meus espectáculos,  ficaria nervosa com o medo de desapontar os meus fãs.
Mas nadar nos oceanos é que seria divertido, pois podia brincar com os meus amigos peixinhos e morar num coral com muitas, muitas cores. Mas, se poluíssem a minha casa ficaria muito zangada. Por isso tenham cuidado: não atirem lixo para o mar!

Maria Beatriz Moreira

O QUE É A AMIZADE?

Não há palavras que definam uma boa amizade. Por isso tento conservar as minhas amizades.
Eu, como muitos jovens, tenho muitos defeitos, pois não há ninguém perfeito no mundo.
Não gosto das pessoas pelo que elas têm, mas sim pela amizade e carinho que podem dar aos outros.
A Amizade dos jovens é bonita e não tem raça nem cor.
Não basta encontrar a pessoa amiga. É preciso alimentar a amizade partilhando tudo.

O amigo não é aquele que faz algum bem, mas aquele que, em qualquer circunstância, sem pedir nada em troca, está sempre connosco.

Beatriz Costa

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O NATAL DA LUZ

Era uma vez uma pequena vila que ficava numa encosta virada ao sol. Por isso deram-lhe o nome de Vila Luz. Nela, num enorme palácio rodeado por um belo jardim cheio de flores amarelas e cor-de-rosa, vivia uma duquesa. Era uma mulher elegante, mas egoísta e má chamada Cármen Valverde. Atrás do palácio Cármen havia uma fábrica de chocolates cuja marca, naturalmente, se chamava DUQUESA. Os seus chocolates, de todas as formas e tamanhos, faziam muito sucesso porque eram feitos a partir de uma receita muito antiga que pertencia à sua família.
Uns dias antes do Natal, os habitantes da vila já andavam todos atarefadíssimos com os preparativos para a consoada. Na fábrica, porque naquela época se vendiam imensos chocolates, trabalhava-se sem parar. Por esse motivo, a duquesa Cármen, que odiava o Natal, era um bocado avarenta e muito egoísta, decidiu ordenar que não daria a habitual folga no dia da véspera de Natal. Os empregados, coitados, apesar de contrariados e muito revoltados, não tiveram outra alternativa que não fosse obedecer.
Chegado esse dia, no silêncio da sua casa, a duquesa aconchegou-se no sofá e adormeceu. Subitamente ouviu uns ruídos que a despertaram sobressaltada e, à sua frente, estava uma mulher muito bonita de olhos azuis cintilantes. Pela aparência, logo viu que era uma fada, mas mesmo assim, perguntou: - Quem és tu?
- Sou a fada Margarida – respondeu muito risonha – e estou aqui para te mostrar um episódio do teu passado. Vem comigo!
A duquesa Cármen, como se tratava de uma fada não teve alternativa, obedeceu, e lá foram elas para o exterior da casa. Chegadas ao jardim, a Fada disse-lhe que espreitasse para dentro de um poço e olhasse bem para o fundo. A Duquesa, fazendo o que a fada lhe ordenara fixou a água fria e escura. Subitamente, sem perceber como, um clarão transformou a superfície da água num espelho, uma espécie de espelho do tempo em que ela pôde ver-se no salão da sua casa, no tempo em menina, junto da sua mãe, numa véspera de Natal há muito anos atrás.  A mãe de Cármen também era duquesa e também não gostava do Natal. Por isso, nessa noite, como sempre fazia, fosse qual fosse a época do ano, foi deitar-se cedo, deixando a filha  sozinha na sala. Esta, muito triste, como sabia que os meninos da sua idade costumavam passar a consoada com a família, saiu silenciosamente de casa e foi a casa da sua amiga Anita que, naturalmente, a convidou para cear e até para abrir alguns presentes.
Cármen Valverde, ao recordar este episódio, que afinal tinha sido o seu único Natal, ficou muito triste e com vontade de ir embora, mas a fada Margarida disse-lhe logo de seguida: - Espera, tenho outra coisa para te mostrar, segue-me! Caminharam na direcção da fábrica e, quando lá chegaram, pediu a Cármen que, sem fazer barulho, espreitasse por uma janela. Assim o fez e, surpresa das surpresas, os seus olhos ficaram arregalados ao ver que os empregados se entretinham a atirar bolinhas de farinha para um retrato seu. O seu choque foi ainda maior quando viu que até Anita, a sua melhor amiga de infância, participava na brincadeira. Cármen nem sequer sabia que Anita, a sua grande amiga que não via há tantos anos e lhe tinha dado o único Natal da sua vida, trabalhava na fábrica. Não se conteve, desfez-se em lágrimas e, desvairada, correu para casa. Porém, antes  de lá chegar, Margarida deteve-a e disse-lhe:
- Espera! Ainda não viste tudo.
Virou então a sua varinha para a parede de casa e Cármen, como se estivesse num cinema, pôde ver-se com aspecto maltratado e sozinha numa casa pobre e velha.
- Será este o teu futuro, se não mudares de atitude. – disse-lhe a fada Margarida
- Mas achas que ainda vou a tempo de mudar? – perguntou Cármen entre soluços.
- Todos têm uma segunda oportunidade na vida. Cabe-te a ti decidir se queres ir pelo caminho do Bem ou do Mal.
Cármen enxugou as lágrimas e pediu à fada que a ajudasse a preparar uma grande festa de Natal no seu palácio, para todos os habitantes da vila e, naturalmente, para os trabalhadores da fábrica.
Houve prendas para todos e, claro, muitos chocolates. A partir dessa altura, a fábrica de chocolates Duquesa passou a estar fechada na véspera do dia de Natal e ainda hoje, segundo ouvi dizer, toda a gente passa a consoada no palácio da duquesa.
Mariana Almeida

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A Natureza

Sou uma árvore
Simples,
Nascida da terra
Que cresceu serena.

Sou uma erva
Verde, pequena e bonita.
Devem dar-me valor,
por ter vindo à vida.

Sou uma flor,
Tão leve e tão calma.
Espero pela Primavera,
Para libertar minha alma.

Sou uma folha.
Naquela tarde,
Lá no Outono,
Caí de uma árvore.

                                      Joana Ribeiro

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Mensagem do Director de Turma

Escrever é dar liberdade às palavras que o pensamento esconde com carinho…
Escrever é sentir nas mãos a beleza das letras do alfabeto…
Escrever é… mais que tudo, aquilo que o escritor quiser!
Por isso escrevam, deixem as palavras voar sobre as montanhas ou atravessar oceanos, mesmo que seja apenas na vossa imaginação.

Serafim Faria – Director de turma do 5º D

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Ler e escrever são actos fundamentais da comunicação.
Este blogue é um espaço de comunicação, aprendizagem e exploração da Língua Portuguesa.
Nele serão publicados textos
dos alunos do 5º D do AVERT.
Boas leituras!
Jorge Guimarães